Cuidados diários · 3 min de leitura
Protetor solar: como escolher e usar no dia a dia
Fator de proteção, textura, quantidade e reaplicação: um guia prático para acertar no cuidado mais importante da rotina.

Se existe um cuidado que vale mais do que qualquer tratamento de consultório, é o protetor solar usado todos os dias. A radiação do sol é o principal fator externo do envelhecimento da pele e está ligada ao surgimento de manchas, à perda de firmeza e ao câncer de pele.
Em Curitiba, onde o céu nublado é frequente, muita gente acredita que pode dispensar o protetor. Mas a radiação UVA atravessa as nuvens e as janelas, e é justamente ela que mais contribui para o envelhecimento e para as manchas. Por isso, a proteção precisa fazer parte da rotina, faça chuva ou faça sol.
O que o rótulo diz
O FPS (fator de proteção solar) indica a proteção contra a radiação UVB, responsável pela vermelhidão e pela queimadura. Para o dia a dia, a orientação geral é usar FPS 30 ou mais. Em exposição prolongada, como praia e esportes ao ar livre, vale um fator mais alto e resistente à água.
A proteção contra UVA aparece no rótulo como PPD ou com o selo UVA. Quanto maior o PPD, maior a proteção contra esse tipo de radiação. Se você tem manchas ou melasma, procure também protetores com cor: os pigmentos ajudam a bloquear a luz visível, que pode piorar essas condições.
A textura certa para a sua pele
O melhor protetor é aquele que você gosta de usar todos os dias. Algumas pistas:
- Pele oleosa ou com acne: fórmulas fluidas, em gel ou com toque seco, livres de óleo
- Pele seca: texturas cremosas, que também hidratam
- Pele sensível: filtros minerais costumam ser mais bem tolerados
- Manchas e melasma: protetores com cor, de preferência com proteção contra luz visível
Se um produto arde, pesa ou deixa a pele brilhante demais, não insista. Existem muitas opções, e a avaliação de pele ajuda a encontrar a mais adequada.
Quantidade: o erro mais comum
A maioria das pessoas usa menos protetor do que deveria, e a proteção cai junto. Para rosto e pescoço, uma referência prática é a regra das duas linhas: aplique o produto ao longo de dois dedos inteiros (indicador e médio) e espalhe por todo o rosto, orelhas e pescoço.
Não esqueça as áreas que costumam ficar de fora: orelhas, nuca, colo, dorso das mãos e o couro cabeludo exposto na risca do cabelo.
Reaplicar é parte do cuidado
O protetor perde eficácia ao longo do dia por causa do suor, da oleosidade e do contato com as mãos. Reaplique a cada duas ou três horas quando estiver exposta ao sol, e sempre depois de nadar ou suar bastante.
Para quem usa maquiagem, protetores em bastão, em pó ou em spray facilitam a reaplicação por cima. Eles funcionam como complemento: a camada principal continua sendo a da manhã.
Mitos que vale deixar para trás
- "Em dia nublado não precisa." Precisa: boa parte da radiação UVA chega mesmo com nuvens.
- "A base com FPS já resolve." A quantidade de base que usamos não oferece a proteção indicada no rótulo.
- "Pele negra não precisa de protetor." A pele com mais melanina tem alguma proteção natural, mas também sofre com manchas e envelhecimento e também pode desenvolver câncer de pele.
- "Dentro de casa estou protegida." Perto de janelas, a radiação UVA continua presente.
Proteção vai além do protetor
Chapéu de abas largas, óculos escuros, roupas com proteção UV e a preferência pela sombra entre 10h e 16h completam o cuidado. O protetor é uma camada importante, mas funciona melhor junto com esses hábitos.
Quando procurar a dermatologista
Pintas que mudam de cor, tamanho ou formato, feridas que não cicatrizam e manchas novas merecem avaliação. Também vale uma consulta se você sente que nenhum protetor se adapta à sua pele: há opções para quase todos os perfis, e escolher bem é o primeiro passo de qualquer plano de cuidado.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta nem a avaliação individual.

